As Crônicas de Gelo e Fogo é uma
série escrita por George R. R. Martin e lançada nos EUA em 1996
(A Game of Thrones) e que ainda não foi concluída, a previsão é de 7 livros.
A série foi comparada com “O Senhor dos Anéis” de
J. R. R. Tolkien como “a maior e melhor série de fantasia
desde que Bilbo achou o anel” e, com um misto de amor, ódio e esperança,
devo dizer que sim, esse livro é tão incrível (ou tão chato, depende só de você)
quanto SdA.
A Guerra dos Tronos (e toda a
série, pelo que tenho lido) narra a história de uma terra medieval, muito
parecida com a nossa história medieval, mas com uma diferença, o verão e o
inverno não têm períodos fixos (3 meses), mas sim aleatórios.
No começo do livro nos contam que o verão já vem durando
quase 10 anos, muitas crianças nunca viram o inverno, porém “o inverno está
chegando” como diz o lema dos Stark, família principal do
livro, e cada inverno tem a duração do verão que o precedeu (apesar de que, na
terra dos Stark, no norte, eles têm “neves de verão”).
Os Stark, família de Eddard
(Ned) Stark e Catelyn Tully composta por três filhos e duas filhas além do filho
bastardo, governam as terras do norte há séculos, antes dos reis que dominam o
sul chegarem.
A história é contada, de forma alternada, por
cada um dos filhos de Ned: Rob (filho mais velho),
Bran, Arya (uma menina que não se dá muito bem
com tarefas femininas e única da família que puxou ao pai),
Sansa (uma “perfeita lady” que logo no começo do livro é
prometida em casamento ao príncipe dos 7 reinos) e Jon (o filho
bastardo de Ned que acaba “vestindo o negro” e fazendo um juramento meio
monástico, de não ter mulher ou família e defender a barreira do norte até a
morte).
Também temos capítulos narrados por
Catelyn e por Eddard. Cada um dos filhos de
Ned tem um lobo gigante de estimação (quando adultos, são quase
do tamanho de um cavalo), que foram encontrados ao lado da mãe morta, na neve,
sendo que o de Jon é albino e não imite sons.
Enquanto a história da família
Stark se desenrola, também temos capítulos contando a história
de Daenerys (Dany) e Vyseris Targarien,
últimos descendentes da antiga família real, que foi destronado e massacrada por
Robert Baratheon e seus apoiadores (incluindo Eddard
Stark).
Dany casa com um “senhor dos
cavalos” chamado Drogo, que é um rei (Khal) e promete a Vyseris
muitos guerreiros para reconquistar as suas terras, apesar de
Vyseris ser muito cruel com Dany. Além disso, temos alguns
capítulos mostrando Tyrion Lannister, o irmão da rainha Cersei
(esposa de Robert), que é um anão e, na minha opinião, um dos personagens mais
interessantes e inteligentes.
Família, honra, dever, são as motivações dos
Stark. Riqueza e poder são as motivações dos Lannister. No fim
das contas, são essas duas forças que movimentam as montanhas dos reinos e todos
são forçados a escolher algum partido.
Adorei o fato de ter dois mapas no livro, do
contrário nunca saberia onde estão os personagens… A fonte é pequena e o livro
grande, mas tem muito mais história para contar, mesmo assim tenho medo que nos
próximos livros fique enrolado.
O fator sobrenatural também está presente em
A Guerra dos Tronos, desde o começo com Jon e
no final com Dany. Imagino que vá ser determinante até o final
da série, mas até agora foram só… acontecimentos, praticamente. Como a magia em
Senhor dos Anéis. Ela é algo que é parte do mundo, parte da
história, mas sem ser parte principal ou sem tirar o aspecto humano da história.
Esse livro é sobre pessoas, sobre relacionamentos, sobre amor, sobre lealdade e
decisões.
É uma história longa, complexa, cheia de
descrições de famílias, batalhas, locais, que duram várias páginas. Se você já
leu Bernard Cornwell e/ou Tolkien gostou
bastante, provavelmente gostará de A Guerra dos Tronos.
Leiam algumas observações sobre este livro no site:


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